Sobre a Vacina para reforço

Notáveis alterações na epidemiologia da coqueluche têm sido observadas na última década, especialmente um aumento nos casos reportados entre adolescentes e adultos, assim como alterações no fluxo de transmissão, com um aumento na transmissão dos familiares para suas crianças, principalmente aquelas menores de um ano. A imunidade adquirida na infância pode declinar aos níveis anteriores à vacinação em um período cerca de dez anos. Atualmente, em muitas regiões, adolescentes e adultos são a principal fonte de contaminação dos mais jovens ainda não vacinados ou parcialmente vacinados.

Os pais são a principal fonte de contágio nas crianças. Em adultos e adolescentes a coqueluche pode se desenvolver de forma atípica, com sintomas e gravidade menor, contudo, no caso das crianças, pode ser letal.

A transição para a vida adulta nos leva para um mundo novo, trazendo novas responsabilidades, incluindo a necessidade de ajudar a proteger os nossos familiares queridos.
A nossa necessidade de imunização não termina quando atingimos a idade adulta. Na verdade a necessidade continua tão forte como quando éramos crianças.

Imunização não é apenas para crianças!

Um adulto jovem, de meia idade ou idoso precisa de imunizações para se manter saudável e proteger as crianças.
Como por exemplo, para a coqueluche, adolescentes e adultos são a fonte de infecção para outras crianças, principalmente bebês, que são justamente o grupo de alto risco para o desenvolvimento de quadro grave.

As vacinas contra coqueluche, tanto de células inteiras como acelulares, não conferem imunidade duradoura. Com a diminuição da ocorrência da doença ao longo das últimas décadas, houve redução da circulação da Bordetella pertussis, as pessoas, vacinadas ou não, foram perdendo a possibilidade de reforços periódicos por meio do contato casual com a bactéria, ficando assim mais suscetíveis a adquirir e transmitir a coqueluche.

Hoje também se sabe que as pessoas que já tiveram a doença podem adquiri-la novamente e transmitir para os bebês.
Adolescentes e adultos, principalmente com doença leve ou atípica, têm sido reconhecidos, também, como importante fonte de infecção.

Como adultos, devemos manter a proteção contra as doenças preveníveis por vacinas, pois ajuda a nossa saúde e a saúde da nossa família.

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Fontes:
- Centers for Diseases Control and Prevention. Adults need immunization, too. Disponível em: http://www.cdc.gov/Features/AdultImmunizations/. Acessado em 15/08/2011.
- Carvalho LHF, Presa JP. Coqueluche. In: Farhat CK, Weckx LY, Carvalho LHF, Succi RCM. Imunizações Fundamentos e Prática. Atheneu. 5ª edição. 263-286.
- Bamberger ES, Srugo I. What is new in pertussis? Eur J Pediatr. 2008 Feb;167(2):133-9.
- American Academy of Pediatrics. – Pertussis. In: Pickering LK, Baker CJ, Long SS, MacMillan JA, eds. Red Book: Report of the Committee on infectious Diseases, 27a ed. Elk Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics; 2006: 498-520.v - Wendelboe AM, Njamkepo E, Bourillon A, Floret DD, Gaudelus J, Gerber M, et al. Transmission of Bordetella pertussis to young infants. Pediatr Infect Dis J. 2007 Apr;26(4):293-9.
- Jardine A, Conaty SJ, Lowbridge C, Staff M, Vally H. Who gives pertussis to infants? Source of infection for laboratory confirmed cases less than 12 months of age during an epidemic, Sydney, 2009. Commun Dis Intell. 2010 Jun;34(2):116-21.

Atualmente, os Estados Unidos e vários países europeus como França, Alemanha, Áustria e Austrália já incorporaram uma dose de reforço com vacina pertussis acelular formulação adulto (pa- com conteúdo reduzido de toxina pertussis) em seu calendário nacional de vacinação nos adolescentes e adultos.

A estratégia é a chamada cocoon, que visa a imunização dos adultos na rotina em um programa sustentado de vacinação com dTpa, que deve substituir uma das doses de dT que são administradas a cada 10 anos. Esta recomendação aplica-se a familiares e profissionais de saúde que convivem com os recém-nascidos e lactentes.

A vacinação dos pais, demais familiares e de outros contatos expostos ao recém-nascido ou às crianças que não têm o esquema vacinal completo, ajuda a protegê-los contra a coqueluche.

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Fontes:
- Bamberger ES, Srugo I. What is new in pertussis? Eur J Pediatr. 2008 Feb;167(2):133-9.
- American Academy of Pediatrics. – Pertussis. In: Pickering LK, Baker CJ, Long SS, MacMillan JA, eds. Red Book: Report of the Committee on infectious Diseases, 27a ed. Elk Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics; 2006: 498-520.
- Wendelboe AM, Njamkepo E, Bourillon A, Floret DD, Gaudelus J, Gerber M, et al. Transmission of Bordetella pertussis to young infants. Pediatr Infect Dis J. 2007 Apr;26(4):293-9.
- Jardine A, Conaty SJ, Lowbridge C, Staff M, Vally H. Who gives pertussis to infants? Source of infection for laboratory confirmed cases less than 12 months of age during an epidemic, Sydney, 2009. Commun Dis Intell. 2010 Jun;34(2):116-21.


Por que adolescentes e adultos precisam se vacinar contra a coqueluche?

As vacinas contra coqueluche, tanto de células inteiras como acelulares, não conferem imunidade duradoura. Nem as pessoas que já tiveram a doença estão protegidas para a vida inteira. Com a diminuição da ocorrência da doença ao longo das últimas décadas, houve redução da circulação da Bordetella pertussis, as pessoas, vacinadas ou não, foram perdendo a possibilidade de reforços periódicos por meio do contato casual com a bactéria, ficando assim mais suscetíveis a adquirir e transmitir a coqueluche. Adolescentes e adultos vacinados exercem um papel fundamental na prevenção da coqueluche: além de se protegerem, colaboram com a proteção coletiva, pois, se estão protegidos, não transmitem a bactéria. Dessa forma, as crianças que não apresentam o esquema de vacinação completo ou que ainda são muito pequenas para receberem a vacinação recomendada no calendário podem ser protegidas também por estarem menos expostas à bactéria.

Fontes:
- Carvalho  LHF&  Presa  JV.  Coqueluche.  In:  Farhat CK,  Weckx  LY,  Carvalho  LHF,  Succi  RCM,  eds. Imunizações,  Fundamentos  e  Prática.  5a  ed.  São Paulo: Atheneu, 2008. p. 263-286.
- Liphaus BL, Gonçalves MIC, Carvalhanas TRMP. Coqueluche:  epidemiologia  e  controle.  Boletim Epidemiológico  Paulista  Volume  5  Número  53 maio/2008.
- Centers for Diseases Control and Prevention. Adults need immunization, too. Disponível em: http://www.cdc.gov/Features/AdultImmunizations/. Acessado em 15/08/2011.

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Crianças menores de 12 meses, que ainda não possuem o esquema de vacinação completo ou aqueles que não foram vacinados, podem contrair a coqueluche?

Coqueluche é uma doença muito contagiosa e pode causar doença grave, principalmente em bebês que são muito novos para estarem completamente imunizados. São recomendadas 5 doses contra a doença.

Fontes:
- Sociedade  Brasileira  de  Imunizações  (SBIm)  – Calendário de Vacinação do Adulto – 2010. Disponívelem: http://www.sbim.org.br/calendarios.htm. Acessado em 23/09/2010.
- Centers for Diseases Control and Prevention. Pertussis (Whooping Cough) - What do you need to know. Disponível em: http://www.cdc.gov/Features/Pertussis/. Acessado em 22/07/2011.

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Quem pode transmitir a coqueluche para os menores de 12 meses ou crianças não vacinadas?

Adolescentes e adultos são a principal fonte de contaminação para os mais jovens, ainda não vacinados ou parcialmente vacinados. Estudos sobre a coqueluche indicam que os pais são a principal fonte de contágio nas crianças, responsáveis por mais da metade dos casos de transmissão para seus filhos. E os 50% restante, foram contagiados por outros adultos como os avós, funcionários de escolas ou creches, assim como os irmãos mais velhos. Dessa forma, é vital que pais, cuidadores e outros membros da família se vacinem, para proteger os recém-nascidos e as crianças que ainda não estão protegidas contra esta doença.

Fontes:
- Pichichero ME, DeTora LM, Johnson DR. An adolescent   and adult formulation combined tetanus, diphtheria and five-component pertussis vaccine. Expert Rev Vaccines. 2006 Apr;5(2):175-87.
- Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) –  Calendário de Vacinação do Adolescente – 2010.   Disponível em: http://www.sbim.org.br/calendarios.htm. Acessado em 23/09/2010.
- Bisgard KM, Pascual FB, Ehresmann KR, Miller CA, Cianfrini C, Jennings CE, et al. Infant pertussis: who was the source? Pediatr Infect Dis J. 2004 Nov;23(11):985-9.

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