Futuras Mamães

Medidas simples como amamentação, vacinação, higiene e acompanhamento pediátrico são, na grande maioria das vezes, suficientes para o crescimento e o desenvolvimento saudáveis do bebê. mas existem cuidados que devem ser observados antes dele nascer e que vão influenciar o futuro de forma significativa.

Preparando-se para receber o bebê

PRÉ-NATAL – Possibilita avaliar a condição de saúde da gestante e acompanhar o desenvolvimento do feto. Faça as visitas na frequência solicitada pelo obstetra e realize os exames que ele pedir. Assim, será possível detectar precocemente qualquer condição que possa interferir na gravidez.

ALIMENTAÇÃO – A gestação impõe exigências nutricionais elevadas e a inadequação do estado nutricional materno tem impacto nas condições de saúde do bebê. isso não significa que você tenha que ceder à voracidade do apetite, que costuma aumentar significativamente. O importante é comer bem e corretamente. Para isso, converse com seu obstetra sobre consultar um profissional especializado em nutrição.

RESTRIÇÕES – Lembre-se que cigarro, medicamentos (exceto aqueles indicados por seu obstetra) e bebidas alcoólicas devem ser evitados durante a gravidez. cuidado também com o uso de produtos cosméticos, como tintas para colorir os cabelos. Para saber como garantir a segurança de seu bebê e manter-se bela, converse com seu médico.

Pensando preventivamente na saúde de seu filho

  •  - Não fume.
  •  - Amamente.
  •  - Mantenha em dia a vacinação de seu filho.
  •  - Mantenha em dia a vacinação dos adultos que convivem com ele.
  •  - Leve seu filho regularmente ao pediatra.
  •  - Não o medique sem orientação médica.
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Preparando-se para amamentar

O leite materno é o alimento mais adequado para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional do bebê. Além disso, o aleitamento também é importante para a saúde da mãe – reduz o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário; de osteoporose; diminui o uso de insulina em diabéticas; e contribui para a perda do peso extra ganho durante a gravidez.

Ato simples e instintivo, a amamentação é mais fácil quando as mães se preparam durante a gestação. Além de conversar com o seu médico, você pode procurar cursos que abordem esse assunto. Quanto mais informada você estiver, mais segura se sentirá para amamentar.

Nos primeiros dias, é comum que os seios fiquem doloridos, que o bebê não consiga sugar suficientemente o leite e que o bico do peito apresente fissuras. Não se assuste e não deixe de amamentar seu filho. Para prevenir essas intercorrências: exponha os seios ao sol durante 15 minutos diariamente; após o banho, esfregue levemente a toalha nos mamilos; e não use sabonetes, pomadas ou cremes hidratantes nas mamas.

Para preparar o bico, faça,diariamente, os exercícios demonstrados abaixo.

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Oito dicas importantes
  • 1. Durante a gestação e a amamentação, use sutiã diariamente, de preferência de algodão e com tiras largas, para garantir uma boa sustentação dos seios.
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  • 2. A primeira mamada deve acontecer ainda na sala de parto. O contato da pele do bebê e da mãe estimula a liberação de ocitocina, hormônio responsável pela descida do leite e estimulante da contração do útero, evitando sangramentos.
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  • 3. Nas duas primeiras semanas o bebê mama lentamente e com frequência bastante irregular. Com o tempo, ele passará a sugar com maior eficiência, as mamadas tenderão a ser mais rápidas e os intervalos maiores.
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  • 4. Aguarde que o bebê esvazie uma mama e, só então, ofereça a outra. Caso ele se satisfaça com apenas uma, na próxima vez ofereça primeiro a que ele não mamou.
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  • 5. Quando o bebê não esvaziar completamente a segunda mama, retire um pouco de leite antes de voltar a oferecê-la. Assim, ele vai receber o leite mais gorduroso, do final. A “sobra” pode ser congelada ou doada para um Banco de Leite.
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  • 6. sempre que as mamas estiverem muito cheias, retire um pouco de leite para evitar que ele fique “empedrado”, o que pode causar dor, inflamação e infecção.
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  • 7. todos os dutos do mamilo devem ser esvaziados. Para isso, alterne a posição em que seu bebê mama.
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  • 8. Você pode amamentar sentada, com o bebê na posição invertida ou sentado no colo, de frente para você – apoiar o bebê em uma almofada aumenta o conforto; pode também amamentar deitada, com o bebê encostado em seu corpo. Busque posições confortáveis e seguras para ambos.

Verdades sobre amamentação e o leite materno

  •  - Não existe leite fraco.
  •  - O leite materno é forte, sob medida para seu bebê, e não sobrecarrega os rins ou intestinos.
  •  - O bebê não precisa de outro alimento até os seis meses de vida (nem água e nem chás).
  •  - O leite materno ajuda a proteger o bebê de doenças.
  •  - Ele é prático, não precisa ferver, misturar, coar...
  •  - É de graça e está sempre pronto.
  •  - Fortalece os laços afetivos entre a mãe e o bebê.
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Respostas às dúvidas mais frequentes

O leite – Ele muda conforme a fase da amamentação. Nos primeiros dias, vem em menor quantidade e é chamado de colostro. É concentrado, extremamente nutritivo e oferece muitos anticorpos – é a primeira “vacina” do bebê. com o tempo, o colostro é substituído pelo leite propriamente dito, mudando de aparência conforme a duração da mamada. No início, é mais aguado e, ao final, é mais gorduroso.

Boa de leite – Toda mulher terá leite, com raríssimas exceções. Para manter a produção é preciso que o bebê mame à vontade e que, nos primeiros meses, não receba outros alimentos e nem líquidos. No início, pode ser cansativo, o bebê mama a toda hora, mas, com paciência e amor, essa fase passa e o bebê começa a fazer intervalos maiores entre as mamadas.

Tempo de amamentação – O leite materno continua sendo alimento saudável e de grande importância após os seis meses de vida. se possível, a amamentação deve ser estendida até um ou dois anos de idade, em associação com os outros alimentos indicados para a faixa etária.

Alimentação da mãe – Evite apenas as extravagâncias, como o excesso de sal ou alimentos gordurosos, por exemplo. respeite as possíveis ecomendações especiais de seu obstetra e nutricionista. No mais, vida normal!

PARA UMA BOA CAUSA: Os bebês que não podem ser amamentados por suas mães se beneficiam com a doação de leite materno. informe-se sobre bancos de leite em http://www.fiocruz.br/redeblh e, se puder, doe seu leite!
 

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A importância das vacinas para a criança já é bem conhecida, mas esse cuidado não deve se restringir a elas. A vacinação de adultos (e principalmente da mãe) que vão conviver com o bebê no primeiro ano de vida é igualmente importante e o ideal é que isso ocorra antes da gravidez.

Por que vacinar antes da gestação?

Além de conferir proteção, as vacinas vão proporcionar uma gravidez livre do risco de transmissão de algumas doenças infecciosas graves que podem provocar aborto, prematuridade e malformações no feto, como a rubéola e a varicela (catapora). Mas não é só esta a importância da vacinação antes da gravidez. Algumas vacinas, principalmente as que contêm vírus vivos, são contraindicadas para gestantes. (Saiba mais na página 6.)

Vale destacar ainda que os anticorpos que protegerão o bebê no seu primeiro ano de vida serão os que ele receber de você durante a gestação. Portanto, o bebê nascerá protegido das infecções que você desenvolveu ao longo da vida ou contra as quais você se vacinou.

Como isso ocorre?
Essa transferência de anticorpos se dá sobretudo nas quatro/seis semanas finais. Os bebês prematuros, por nascerem antes do tempo (pré-termo), recebem menos anticorpos de suas mães e merecem atenção especial quanto à prevenção de doenças infecciosas. Por isso, a vacinação deles deve ter início o mais cedo possível, mesmo que estejam hospitalizados.

Se você engravidou e não está com as vacinas em dia, consulte seu médico sobre a elaboração de um programa de imunizações. As vacinas que não estão indicadas durante a gravidez devem ser aplicadas após o nascimento de seu bebê.

Consulte o Calendário de Vacinação da Mulher na lâmina anexada neste guia, ou no site da Associação Brasileira de Imunizações - SBIm (www.sbim.org.br) e converse com seu médico.

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Vacinas que podem ser aplicadas durante a gravidez

As vacinas inativadas não geram riscos para o feto, portanto, na maioria das vezes, não estão contraindicadas para gestantes. Algumas delas são altamente recomendadas, pois protegem a mulher de infecções que colocam ela e o feto em risco. Então, atenção especial à:

Hepatite B – A doença é endêmica no Brasil, atinge de 2-8% da população e, muitas vezes, se desenvolve de forma assintomática. É causa de hepatite crônica em 10-15% dos adultos e, nesses casos, leva ao risco de desenvolvimento de câncer ou cirrose hepática. Mães infectadas podem transmitir o vírus durante o parto, o que, em 90% dos casos, leva à doença crônica. Além de vacinar a gestante, é preciso vacinar o recém-nascido nas primeiras 12-24 horas de vida.

Influenza (gripe) – Quando ocorre durante a gestação, pode ser uma doença grave, por isso, a vacina (mesmo a que protege apenas da gripe sazonal – comum) é altamente recomendada para gestante. No segundo ou terceiro trimestre de gravidez, ela vai reduzir o risco de adoecimento, complicações, e de transmissão do vírus para o bebê, que só poderá ser vacinado a partir dos seis meses de vida.

Tétano – Para prevenir o tétano neonatal, com a transferência de anticorpos para o bebê, grávidas que há mais de cinco anos não receberam a dose de reforço precisam ser vacinadas.

Outras vacinas, sem contraindicações durante a gravidez, podem ser indicadas pelo obstetra, conforme seu histórico médico ou a epidemiologia da região onde você vive (circulação de determinados vírus, ocorrência de surtos, epidemias ou endemias). São elas: vacina tríplice bacteriana do tipo adulto (que inclui a proteção para a coqueluche e difteria); hepatite A; vacinas meningocócica e pneumocócica.

Amamentar contraindica a vacinação?
Apenas no caso da vacina da febre amarela em mulheres que estejam amamentando bebês menores de seis meses, o que pode ser revisto por seu médico, segundo avaliação de risco.

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Vacinas contraindicadas durante a gravidez

São todas as vacinas que tenham na composição vírus atenuados (modificados para não provocar a doença). São elas: tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola); varicela (catapora); febre amarela (exceto em localidades onde essa doença é de alto risco e sob orientação do obstetra). As contraindicações existem para segurança da mãe e do bebê, já que não é possível incluir mulheres grávidas em estudos de avaliação da eficácia e segurança de um medicamento. No entanto, são muitas as mulheres que, por não se saberem grávidas, foram vacinadas, inclusive contra a rubéola, sem que elas ou seus bebês sofressem qualquer dano. A vacina contra o HPV, apesar de não apresentar risco teórico para o feto, também está contraindicada durante a gestação.

 

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Vacinação dos adultos que convivem com o bebê

Ao nascer, o bebê conta apenas com os anticorpos que recebeu da mãe. Por isso, uma excelente estratégia de prevenção de doenças infecciosas, especialmente no lactente jovem, é a vacinação de todos os que têm contato frequente com ele (mãe e pai, os irmãos – fontes das chamadas ”doenças da infância” –, avós, babás etc.). Lembre-se de conversar com seu médico e de orientar sua família. Fique atenta à vacinação contra:

Coqueluche – A doença vem acometendo os adolescentes e adultos. Neles, costuma ser assintomáticaou provocar apenas tosse seca prolongada por mais de 15 dias. Quando acomete os menores de um ano, pode levar à hospitalização em Uti e até ao óbito. É inequívoco o papel do adulto e do adolescente na transmissão dessa doença para o bebê e é por isso que se recomenda a sua vacinação. estudos mostram que em 50% dos casos de coqueluche em bebês, a mãe foi a fonte de transmissão, seguida por outro adulto (20%), os irmãos (17%), o pai (10%) e outracriança moradora da mesma casa (3%). A proteção conferida pela vacina tríplice bacteriana (do tipo pediátrica ou adulto) se dá por cerca de sete a dez anos, e mesmo quem já teve coqueluche não estará protegido em longo prazo. A melhor estratégia, portanto, é vacinar pelo menos a mãe e o pai antes da chegada do bebê, mas, se isso não for possível, recomenda-se vaciná-los ainda na maternidade.

Influenza – Além de a gestante integrar grupo de risco de complicações e óbitos, ela pode transmitir a infecção para o lactente. A influenza é uma das principais causas de hospitalização de crianças menores de um ano. Quanto mais novinho, maior o risco de sofrer complicações como otite, pneumonia, bronquite, bronquiolite,outras infecções respiratórias, acometimento muscular e manifestações do sistema Nervoso central. Por isso, todos os que convivem com o bebê devem se vacinar, já que ele só poderá receber a vacina depois do sexto mês e, nessa faixa etária, a proteção efetiva só vai ocorrer de dez a 15 dias após a aplicação da segunda dose.

Varicela – A vacinação dos contactantes é a melhor forma de proteger o bebê menor de nove meses (que ainda não pode ser vacinado contra a varicela) e quenão recebeu os anticorpos maternos.

Tríplice viral – A vacinação durante o pós-parto de mulheres que nunca receberam essa vacina visa à prevenção da rubéola antes de uma nova gestação.

Doença meningocócica (meningite e meningococcemia) – Doença grave. Atinge principalmente menores de um ano. O motivo de vacinar adolescentes (principalmente) e adultos é porque eles podem adoecer e ser portadores da bactéria e transmiti-la para o bebê.
 

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Crescer protegida de doenças que podem ser prevenidas é um direito de toda criança. Garantir essa condição é um dever dos pais. O Programa Nacional de imunizações do ministério da saúde (PNi-ms) oferece diversas vacinas nos postos de saúde. Outras, estão disponíveis apenas nas clínicas de vacinação e são igualmente importantes e seguras, por isso são recomendadas pela sociedade Brasileira de Pediatria (sBP) e pela sBim.

É importante observar que quando uma vacina chega à clínica de vacinação é porque foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa). Portanto, rede pública e rede privada são parceiras, com papéis sociais distintos, porém, essencialmente complementares.

Primeiras vacinas

A vacinação deve ter início ainda na maternidade, com aplicação da que protege contra hepatite B e da BcG. Os prematuros devem seguir o mesmo calendário dos bebês que nascem a termo. Aqueles com menos de dois quilos só devem receber a BcG após alcançarem esse peso. seu pediatra saberá orientá-la sobre isso.

Os calendários de Vacinação da criança e do Prematuro da sBim contemplam as vacinas disponíveis na rede pública e privada e podem ser consultados em www.sbim.org.br. solicite a orientação do pediatra.

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Respostas para as perguntas mais comuns sobre vacinação

As vacinas da rede privada são eficientes?
sim, desde que armazenadas e aplicadas conforme normas técnicas, válidas para clínicas e postos de saúde. Por segurança, procure uma clínica regulamentada e recuse vacinas armazenadas em “frigobar” ou em ambientes sem temperatura controlada por 24 horas.

As vacinas podem causar eventos adversos?
Sim, geralmente leves e de curta duração. As vacinas virais atenuadas (varicela, tríplice e tetra viral, e febre amarela) podem causar, 5-10 dias após a aplicação, sintomas leves e passageiros, semelhantes aos da doença, mas isso é raro. A vacina BCG confere reações locais que são esperadas e desejadas. As vacinas inativadas (todas as outras) podem causar febre e reações locais (dor, vermelhidão e edema) nas primeiras 24-48 horas. Reações graves são muito raras.

O prematuro deve ser vacinado?
Sim, na idade cronológica, como os outros bebês, com ressalvas a serem observadas pelo pediatra.

No caso de atraso de alguma dose, deve-se reiniciar a vacinação?
Não. Basta completar o esquema previsto para a vacina em atraso.

Quais são as hepatites preveníveis por vacinas e como proteger sua família?
Hepa tite A – pode causar hepatite fulminante. É transmitida por água e alimentos contaminados ou pelo contato com o doente. A vacina é indicada para crianças a partir de um ano, em duas doses, com intervalo de seis meses. Adolescentes e adultos não vacinados também devem receber duas doses da vacina.

Hepa tite B – é transmissível sexualmente, pelo contato com sangue, que pode ocorrer, por exemplo, durante uma brincadeira de criança, no dentista ou durante o parto. O esquema vacinal deve ter início nas primeiras 12-24 horas de vida, para prevenir a hepatite neonatal. Em qualquer idade, inclusive para adolescentes e adultos, são necessárias três doses da vacina. Essa vacina é altamente recomendável durante a gestação.

Vacinei meu filho contra Hepatite B na maternidade. Quando devo dar a segunda dose?
Com um ou dois meses de vida. Uma boa opção é a vacina combinada Hexa que elimina uma injeção (incluindo em uma mesma seringa as vacinas de difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae do tipo B, poliomielite e hepatite B) e pode ser aplicada aos dois meses de vida.

O que é Rotavírus e como proteger meu filho?
É a principal causa de diarreia grave na infância, principalmente em crianças com até dois anos. Atualmente existem duas vacinas diferentes, com esquema de três doses ou de duas doses. A escolha cabe ao pediatra. A primeira dose deve ser aplicada a partir de seis e até as 14 semanas de vida. É importante observar os prazos, seguindo com rigor a indicação relativa à idade máxima para a última dose.

E se a vacina BCG não deixar marca?
A formação desejável de ”machucadinho” se dá de seis a 12-24 semanas após aplicação da vacina. A não-formação após seis meses pode indicar a necessidade de uma nova dose.

Difteria, tétano e coqueluche: quais as vacinas disponíveis?
As vacinas tríplices bacterianas protegem das três doenças. As de células inteiras estão disponíveis na rede pública para crianças menores de sete anos; as acelulares, na rede privada. Estas últimas produzem menos reações adversas graves, menos dor no local da aplicação, e permitem combinações com outras vacinas, como tetra, Penta e Hexa para crianças. A vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto está indicada para o reforço aos 12-15 anos de idade e para adultos. sua maior importância na idade adulta é a proteção dos bebês da possível transmissão da bactéria da coqueluche pelos adultos.

Doenças pneumocócicas, como proteger minha família?
A infecção por pneumococos é causa de meningite, pneumonia, sepses, otite média, e outras doenças graves. Bastante comum em crianças menores de cinco anos, costuma ser mais grave em menores de dois anos de idade, oferecendo maior risco de mortalidade e de sequelas. Por isso, a recomendação das sociedades médicas (sBP e sBim) é a de aplicar a vacina pneumocócica conjugada rotineiramente a partir dos dois meses de vida, o mais precocemente possível.

Quais as diferenças entre as vacinas disponíveis?
As vacinas pneumocócicas conjugadas (10-valente ou 13-valente) apresentam excelente eficácia a partir dos dois meses de vida. Protegem contra os 10 ou 13 tipos de pneumococos mais agressivos e resistentes a antibióticos e conferem imunidade por longo prazo.
A vacina Pneumocócica 23-valente, chamada também de “vacina polissacarídea”, está indicada de rotina somente para maiores de 50 anos e para pessoas com alguma doença de base, incluindo crianças maiores de dois anos (anemia falciforme, outras doenças do sangue, infecção pelo HiV, doenças crônicas cardíacas ou pulmonares, diabetes, imunodepressão, doença renal, transplantados, entre outras). As crianças que se incluem nesse perfil devem receber o esquema completo de vacinação com a vacina pneumocócica conjugada e, após os dois anos de vida, uma dose da vacina 23-valente.

Meningites bacterianas: o que são e como proteger minha família?
são processos inflamatórios e/ou infecciosos das membranas que revestem o cérebro. durante a infância, os principais agentes bacterianos causadores são: Haemophilus influenzae do tipo b (Hib), meningococo e pneumococo:

Hib (doença rara graças à imunização em massa) – A vacina está indicada de rotina para crianças a partir dos dois meses de idade e integra as vacinas combinadas (tetra, Penta e Hexa) voltadas para menores de cinco anos. Pessoas de qualquer idade e com doenças de base, principalmente as asplênicas, também devem receber essa vacina na sua apresentação isolada.

Doença meningocócica C (meningite e meningococcemia conjugada)– A vacina conjugada tem eficácia elevada (inclusive em menores de um ano) e confere proteção relativamente prolongada. É recomendada para crianças a partir de dois ou três meses de vida. Adolescentes e adultos devem receber ao menos uma dose dessa vacina.

Meningite pneumocócica – As vacinas pneumocócicas conjugadas 10 e 13-valentes são recomendadas para crianças a partir dos dois meses de vida.

O que é catapora (varicela)?
infecção altamente contagiosa causada pelo vírus varicela-zoster. Pode complicar devido a infecções bacterianas, que exigem o uso de antibióticos e que podem levar a internações e óbitos. costuma ser mais severa em adolescentes e adultos. durante a gravidez pode resultar em malformações do feto e abortos.
A vacina está indicada de rotina a partir dos 12 meses de idade, com uma segunda dose a partir de três meses após a primeira. sendo aplicada, no Brasil, em geral, entre quatro e seis anos de idade. Bebês de nove meses que vivem em situação de maior risco para a varicela podem ser vacinados desde que indicado por seu pediatra. Adolescentes e adultos que não tiveram a doença devem ser vacinados com duas doses, com intervalo de dois meses. A vacinação de bloqueio – em pessoas que tiveram contato com doentes de catapora – deve ocorrer em até 72 horas após a exposição. esta vacina está contraindicada em grávidas.

Sarampo, caxumba e rubéola: quem precisa se vacinar?
A primeira dose da vacina tríplice Viral está indicada a partir dos 12 meses de vida. A segunda, entre quatro e seis anos de idade. Quem não recebeu duas doses da vacina na infância, deve se vacinar o quanto antes, mesmo adolescentes e adultos. esta vacina está contraindicada para gestantes.

Gripe: quando vacinar?
A partir dos seis meses. Os bebês são de maior risco para complicações e as crianças em idade escolar apresentam alta taxa de infecção (de 15% a 40%), adquirem e transmitem o vírus com mais frequência e por mais tempo, e têm papel crucial na disseminação entre a família e a comunidade. Adolescentes, adultos e idosos também devem ser vacinados, preferencialmente entre março e junho, antes da temporada de circulação do vírus.

A vacina pode causar a gripe?
Não. Os eventos adversos são geralmente leves e no local da aplicação (vermelhidão, enduração e dor). reações sistêmicas também são leves, raras e incluem febre baixa, dor no corpo e mal-estar de seis a 12 horas após a aplicação, com duração menor que dois dias. Para adultos entre 18 e 59 anos, estará disponível, a partir de 2011, uma vacina com apresentação com microagulhas para uso intradérmico que possibilitará a aplicação praticamente indolor.

A vacina é eficaz?
sim, contra a gripe (causada pelo vírus da influenza), mas não imuniza contra os demais vírus que também podem causar outras infecções respiratórias.

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Quando termina a licença-maternidade chega a hora de deixar o bebê sob cuidados de pessoas de sua confiança. saiba que isso não é o mesmo que abandoná-lo, e que é normal e necessário que o bebê se “apegue” às pessoas que cuidam dele na sua ausência. Portanto, seu filho não é “um ingrato” porque está apegado à babá – ele sempre saberá quem é a mãe.

Para que você possa transmitir a segurança necessária ao seu bebê, é importante estar tranquila quanto às suas escolhas. Para auxiliá-la, apresentamos algumas dicas de como escolher a creche ou a babá. explique para seu bebê que uma pessoa em quem você confia vai cuidar dele na sua ausência. esteja certa, ele vai entender.

Babá
Na hora de contratar, obtenha referências, procure saber a condição de vida, de saúde e, principalmente, se gosta de crianças e se é carinhosa. Programe-se para fazer isso antes do fim da licença-maternidade, para que você possa acompanhar a adaptação. Assim, além de se certificar de ter escolhido a pessoa certa, você poderá aumentar, gradualmente, seu tempo fora de casa. Cuidados simples como dizer “até à noite”, quando você sair, são importantes para situar seu bebê quanto à sua ausência. Oriente a babá que o leve até o carro ou à porta de casa, e que o estimule a acenar, a “jogar” beijo. essas atitudes ajudam a deixar o bebê mais seguro e confortável.

Creche (ou berçário ou escolinha)
Na avaliação, considere a localização e o tempo de deslocamento. Visite todos os espaços e observe a segurança (se tem grade nas janelas, nos berços, se há bloqueio nas escadas) e a limpeza (como é feito o acesso ao local em que as crianças dormem, se os funcionários usam pantufas, se os banheiros são limpos e dispõem de lugar para os pertences de cada criança). conheça a formação dos educadores e pergunte se eles estão com a vacinação em dia; informe-se sobre as atividades oferecidas e, principalmente, perceba se os “alunos” são alegres.

Seja com babá ou na creche/berçário/escolinha, o importante é acompanhar de perto o desenvolvimento do seu filho. ele reserva surpresas e emoções indescritíveis e, portanto, imperdíveis.

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