Sobre a Doença Coqueluche

A coqueluche, também conhecida como pertussis, ou tosse dos cem dias ou tosse comprida, é uma infecção causada pela Bordetella pertussis. A coqueluche caracteriza-se por acessos de tosse interrompidos por inspirações rápidas, frequentemente, produzindo um guincho bastante característico.

Notáveis alterações na epidemiologia da coqueluche têm sido observadas na última década, especialmente um aumento nos casos reportados entre adolescentes e adultos, assim como alterações no fluxo de transmissão, com um aumento na transmissão dos familiares para suas crianças, principalmente aquelas menores de um ano. A imunidade adquirida na infância pode cair aos níveis anteriores à vacinação em um período de cerca de dez anos. Atualmente, em muitas regiões, adolescentes e adultos são a principal fonte de contaminação para os mais jovens ainda não vacinados ou parcialmente vacinados. Os pais são a principal fonte de contágio de coqueluche para as crianças. Em adultos e adolescentes, a coqueluche pode se desenvolver de forma atípica, com sintomas e gravidade menor, contudo, no caso das crianças pode ser letal.

Fonte:
Carvalho LHF, Presa, JV. Coqueluche. In: Farhat, CK, Weckx, LY.Carvalho, LHF, Succi, RCM, eds. Imunizações, Fundamentos e Prática. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2008. p.263-296.

O agente causador da coqueluche é uma bactéria chamada Bordetella pertussis.

Fonte:
Carvalho LHF, Presa, JV. Coqueluche. In: Farhat, CK, Weckx, LY.Carvalho, LHF, Succi, RCM, eds. Imunizações, Fundamentos e Prática. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2008. p.263-296.

Os sintomas começam leves, semelhantes a um resfriado comum. A febre é pouco intensa ou ausente. A tosse inicialmente fraca progride, e é caracterizada por guinchos inspiratórios, frequentemente acompanhados por vômitos, tosse súbita e incontrolável, rápida e curta após uma inspiração. Em adultos a maioria das infecções por Bordetella pertussis é caracterizada por tosse persistente não específica.

Fonte:
Carvalho LHF, Presa, JV. Coqueluche. In: Farhat, CK, Weckx, LY.Carvalho, LHF, Succi, RCM, eds. Imunizações, Fundamentos e Prática. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2008. p.263-296.

A coqueluche é particularmente grave em recém-nascidos e crianças pequenas não vacinadas ou parcialmente vacinadas, ou seja, ainda não completaram todo o esquema vacinal, com alta incidência de complicações. As complicações mais frequentes são: pneumonia, convulsões, encefalopatia e morte.

Fonte:
Carvalho LHF, Presa, JV. Coqueluche. In: Farhat, CK, Weckx, LY.Carvalho, LHF, Succi, RCM, eds. Imunizações, Fundamentos e Prática. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2008. p.263-296.

A transmissão ocorre por contato direto via gotículas respiratórias. Portanto, a tosse do paciente é uma importante fonte de contaminação.

Fonte:
Carvalho LHF, Presa, JV. Coqueluche. In: Farhat, CK, Weckx, LY.Carvalho, LHF, Succi, RCM, eds. Imunizações, Fundamentos e Prática. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2008. p.263-296.

Atualmente, os Estados Unidos e vários países europeus como França, Alemanha, Áustria e Austrália já incorporaram uma dose de reforço com vacina pertussis acelular formulação adulto (pa- com conteúdo reduzido de toxina pertussis) em seu calendário nacional de vacinação nos adolescentes e adultos.

A estratégia é a chamada cocoon, que visa a imunização dos adultos na rotina em um programa sustentado de vacinação com dTpa, que deve substituir uma das doses de dT que são administradas a cada 10 anos. Esta recomendação aplica-se a familiares e profissionais de saúde que convivem com os recém-nascidos e lactentes.

A vacinação dos pais, demais familiares e de outros contatos expostos ao recém-nascido ou às crianças que não têm o esquema vacinal completo, ajuda a protegê-los contra a coqueluche.

gráfico 1

Fontes:
- Bamberger ES, Srugo I. What is new in pertussis? Eur J Pediatr. 2008 Feb;167(2):133-9.
- American Academy of Pediatrics. – Pertussis. In: Pickering LK, Baker CJ, Long SS, MacMillan JA, eds. Red Book: Report of the Committee on infectious Diseases, 27a ed. Elk Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics; 2006: 498-520.
- Wendelboe AM, Njamkepo E, Bourillon A, Floret DD, Gaudelus J, Gerber M, et al. Transmission of Bordetella pertussis to young infants. Pediatr Infect Dis J. 2007 Apr;26(4):293-9.
- Jardine A, Conaty SJ, Lowbridge C, Staff M, Vally H. Who gives pertussis to infants? Source of infection for laboratory confirmed cases less than 12 months of age during an epidemic, Sydney, 2009. Commun Dis Intell. 2010 Jun;34(2):116-21.

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